Enfoque Holístico da Saúde e EnfermidadeVoltar

A realidade é uma percepção única e individual portanto, não sujeita a qualquer forma de julgamento. O que quer que seja que aceita na mente tem realidade, e é essa aceitação que o faz real. O pensamento irracional, aquele que não estabelece relação com a realidade, produz um caos que reflete nas condições corporais. Em tese, a doença é o reflexo de uma condição mental de desordem produzindo modificações físicas.

As enfermidades fragmentam o indivíduo separando a estrutura física doente da estrutura mental. Nesse momento de ruptura da integridade há uma conexão, muitas vezes, com mensagens que fazem com que sejam questionadas a própria vida ou o sistema de crenças, uma vez que há a necessidade de buscar uma explicação de como aconteceu essa ruptura.

Geralmente, um profundo sentimento de auto-reflexão invade a mente. Quanto mais grave for a doença maior será esse processo. As fantasias e a idéia que somos aquilo que queremos ser esta na base dessa desestruturação. Se a doença produz uma nítida divisão entre o órgão ou parte de si mesma supostamente responsável e a pessoa, a cura passa pela via da conexão entre essas mesmas partes divididas.

O Enfoque Holistico da Saude e das Enfermidades é uma abordagem psicoterapêutica criado e desenvolvido pela médica psiquiatra chilena Adriana Schnake, propõe recuperar a totalidade do ser humano. Tem como principio fundamental o conceito que toda a materia viva tem a capacidade de autoregularizar-se e de completar-se. Sua primeira missão é restituir a integridade dessa visão, fazendo com que a pessoa vivencie essa estrutura (órgão atingido), dê-se conta que esse órgão é parte inseparável de si mesma. Quando houver a incorporação dessa vivência haverá uma mudança de toda a pessoa. Em nenhum momento, se busca alguma causa ou algum porquê. Não existem questionamentos: aceitamos como os orgãos são ou não contamos com eles.

A técnica proporciona um diálogo entre a pessoa e o órgão afetado. É promovida uma conversa honesta entre as parte envolvidas, dando a oportunidade de esclarecer qualquer mal entendido entre ambas. Vários recursos são acessados para promover essa configuraçao. Utiliza-se o psicodrama com a finalidade de atuar, acentuando as características dos órgãos ou das pessoas; da anatomia e da fisiologia extrai-se o conhecimento básico para a forma e a função de cada estrutura e os incorpora para vivenciar durante o diálogo; e, da gestalt, utiliza-se o conceito do processo e o principio organizador que criam ordem dentro do caos e o conceito organísmico de Perls; da psicologia, da filosofia e da neurologia a definição e a conceitualização mais atual do conceito consciência; da medicina chinesa tradicional e da medicina ocidental em suas origens, o verdadeiro sentido da cura. Jamais se considera falso o conhecimento anterior estudado. Permite uma melhor qualidade de vida ao fazer com que as pessoas se dêem conta dos aspectos da personalidade que jamais havia se dado conta. Em resumo, é a necessidade de conectar a pessoa consigo mesma.

Não há conversa diretamente com a enfermidade, pois, assim, a divisão sem acentuaria. Procura, ao contrário, a convergência que desenboca na extraordinaria sabedoria do corpo que somos. Não tem a pretensão de reparar o instrumento que somos, somente oportunizar o acesso das pessoas aos elementos que estão presentes dentro delas mesmas e que podem favorecer uma modificaçao, facilitando todos os meios necessários para conectar-se com a totatilidade organismica que somos.

Se escutamos essa parte do nosso corpo que está reclamando e que se distingue de todo o resto, estamos dando a oportunidade dela se manifestar e querer ser ouvida por nós , porque seguramente nossa relação com ela era negativa e inclui aspectos nossos que não queremos reconhecer. Sempre existe uma mensagens nos sintomas e nas enfermidades, uma relação com algum aspecto caracterológico essencial negado ou não assumido pela pessoa. O pilar mestre desta técnica é entender e vivenciar essa verdadeira mensagem da enfermidade.

A verdadeira cura implica em uma transformação, não necessariamente mística mas em um sentido de verdadeiro crescimento, expansão e ampliação de um dar-se conta. Essa proposta terapêutica propõe o restabelecimento da unidade do ser humano como um todo, resgatando a imensa capacidade orgânica de promover sua auto-regulação. A dor, seja ela física ou mental, torna-se menos dolorosa quando se conecta com as caracteristicas não aceitas do órgão doente e passa, a partir de então, a trabalhar para incorporar na vida do individuo. E assim, inicia o processo da cura.

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